Skinpress Demo Rss

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Alice Baker - 01

        Está certo que minha vida nunca foi um mar de rosas, mas viver nela era como se fosse uma experiência extracorpórea. Muitas festas, muitas bebidas, muitos amigos e muita diversão. (não que hoje eu não me divirta, pelo contrário), mas ao mesmo tempo tinha o vazio, aquele sentimento que por mais que você tente de tudo para torná-lo quase nulo, ele continua te reprimindo e te matando pouco à pouco. Era assim que eu me sentia.

       Mas por mais que você esteja se sentindo sozinho, tem sempre aquela pessoa especial que te coloca para cima e te dá aquele chá de ânimo, e para mim, essa pessoa era a minha mãe. Não existia outra pessoa além dela, ela sabia exatamente quem eu era e quando eu estava ruim, ela me abraçava e me dava o ombro para chorar, me amava mais do que nunca naquela hora, porque ela sabia que eu precisava dela. Agora posso dizer que tenho não só uma, mas várias que me compreende e sabem quem eu sou de verdade.

      E Victor é uma delas, talvez a mais importante, mas não vou me aprofundar muito nisso, porque ultimamente tem sido difícil colocar meus sentimentos em uma folha de papel.

Por: Alice Baker

Vocabulário:

Extracorpórea - Aquilo que acontece ou se desenrola fora do corpo.

domingo, 25 de julho de 2010

Victor Vladesku - 01

                     Anos atrás havia permanecido no devido espaço onde tudo acontecera. Relembrava os tais últimos momentos de um amor perdido, a que outrora fazia meu coração bater ao menos uma vez. Eu estava prestes a desvendar todas aquelas coisas a ela, mas infelizmente o destino os coordenou da seguinte forma. Meu globo ocular bebia todo reflexo, embriagava-se no mar dos acontecimentos, ressaca longa que dissipava o meu corpo gelado e inválido.

Foi uma perda tremenda, Christine, sentia falta de ti.

          Faz anos que não possuo sonhos, na verdade, eu apenas os tinha quando criança, foram terríveis porque em ocasião ainda não estivera familiar. Sonhava que era uma espécie animal-humano, caçava pessoas para alimentar-me não de carne, e sim do sangue. Hemoglobina e Hemácia, meu ferro continuo.  Não sou daqueles que pobres mortais criam para longa-metragem, tolos, hipócritas, exista criatividade em um ser altamente medroso das próprias veredas, desprovidos de asas, não voam ou andam, rasteja a cria.
         A normalidade do meu corpo outrora não demorara tamanho tempo, desvendei, sou o único. Grandes lutas travavam contra mim mesmo, mas em tal dia experimentei do saboroso e irresistível suco, o perfume atraia-me. A sensação do sangue cerrava meus dentes finos, a bebida aquecia-me a garganta. A pulsação do pescoço individuo é uma musica clássica para os ouvidos, deixando-me conduzido, proporcionando o fechamento dos olhos. Depois do acontecido não consegui parar mais.
  


Por: Victor Vladesku






 

 Vocabulário: 

Reminiscências: Lembranças, recordações.
Outrora: Antigamente.
Dissipava: Acabava, desaparecia, cessava.
Longa-metragem: Filme.
Veredas: Caminhos.
Desprovidos: Despossuídos, não possui.
Desvendei: Descobri.