Anos atrás havia permanecido no devido espaço onde tudo acontecera. Relembrava os tais últimos momentos de um amor perdido, a que outrora fazia meu coração bater ao menos uma vez. Eu estava prestes a desvendar todas aquelas coisas a ela, mas infelizmente o destino os coordenou da seguinte forma. Meu globo ocular bebia todo reflexo, embriagava-se no mar dos acontecimentos, ressaca longa que dissipava o meu corpo gelado e inválido.
Foi uma perda tremenda, Christine, sentia falta de ti.
Faz anos que não possuo sonhos, na verdade, eu apenas os tinha quando criança, foram terríveis porque em ocasião ainda não estivera familiar. Sonhava que era uma espécie animal-humano, caçava pessoas para alimentar-me não de carne, e sim do sangue. Hemoglobina e Hemácia, meu ferro continuo. Não sou daqueles que pobres mortais criam para longa-metragem, tolos, hipócritas, exista criatividade em um ser altamente medroso das próprias veredas, desprovidos de asas, não voam ou andam, rasteja a cria.
A normalidade do meu corpo outrora não demorara tamanho tempo, desvendei, sou o único. Grandes lutas travavam contra mim mesmo, mas em tal dia experimentei do saboroso e irresistível suco, o perfume atraia-me. A sensação do sangue cerrava meus dentes finos, a bebida aquecia-me a garganta. A pulsação do pescoço individuo é uma musica clássica para os ouvidos, deixando-me conduzido, proporcionando o fechamento dos olhos. Depois do acontecido não consegui parar mais.
Por: Victor Vladesku
Vocabulário:
Reminiscências: Lembranças, recordações.
Outrora: Antigamente.
Dissipava: Acabava, desaparecia, cessava.
Longa-metragem: Filme.
Veredas: Caminhos.
Desprovidos: Despossuídos, não possui.
Desvendei: Descobri.



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